PROPRIEDADES PERIÓDICAS E APERIÓDICAS
Muitas propriedades dos elementos químicos vaiam periodicamente ao longo da Tabela periódica. São as chamadas Propriedades Periódicas.
As propriedades periódicas podem ser: raio atômico, volume atômico, densidade absoluta, eletronegatividade, eletropositividade, eletroafinidade.
Esse fato obedece a Lei da Periodicidade de Moseley:
“Muitas propriedades físicas e químicas dos elementos variam periodicamente na sequência de seus números atômicos.”
Para as propriedades onde os valores só aumentam com o número atômico e outras onde os valores só diminuem chamamos de Propriedades Aperiódicas. São propriedades aperiódicas, o calor específico.
           Raio Atômico
O raio atômico dos elementos é uma propriedade periódica porque seus valores só variam periodicamente, ou seja, aumentam e diminuem seguidamente, com o aumento do número atômico.
O raio atômico (r) é a metade da distância internuclear mínima (d) que dois átomos desse elemento podem apresentar, sem estarem ligados quimicamente.
Para medir o raio atômico, usa-se a técnica da difração por Raios-X.


Em uma família, da tabela periódica, o raio atômico aumenta de cima para baixo e no período aumenta da direita para esquerda.
Para esta regra não é admitido os gases nobres, já que possuem o maior raio atômico em cada período.
Observando a tabela periódica, podemos verificar que o frâncio (Fr) tem maior raio atômico.
Se o átomo se transforma em íon cátion ou ânion, o seu raio sofre alteração.
- o raio do átomo é sempre maior que o raio do seu íon cátion porque perde elétrons.
- o raio do átomo é sempre menor que o raio do seu íon ânion porque ganha elétrons.
            Volume Atômico
O volume atômico é uma propriedade periódica porque varia periodicamente com o aumento do número atômico.
Volume atômico é a relação entre a massa de uma quantidade de matéria (1 mol = 6,02.1023 átomos ) e a densidade da substância simples formada por esse elemento na fase sólida.
Não é o volume de um átomo, mas de um conjunto de átomos. No volume atômico influi não só o volume de cada átomo, como também o espaçamento que existe entre esses átomos.
Na tabela periódica, os valores do volume atômico aumentam de cima para baixo nas famílias e em um período, do centro para as extremidades da tabela.


   
            Densidade Absoluta
Densidade ou Massa Específica é a relação entre a massa (m) de uma substância e o volume (V) ocupado por essa massa.
Esta variação, no estado sólido é uma propriedade periódica.
Na tabela periódica, os valores de densidades aumentam, nas famílias de cima para baixo e nos períodos, das extremidades para o centro.
Desta forma, pode-se notar que os elementos mais densos estão no centro e na parte de baixo da tabela periódica.
Exemplos:
- Os (ósmio) – d=22,5g/mL
- Ir (irídio) – d=22,4g/mL

             Ponto de Fusão e Ponto de Ebulição
Ponto de Fusão é a temperatura onde a matéria passa da fase sólida para a fase líquida.
Ponto de Ebulição é a temperatura onde a matéria passa da fase líquida para a gasosa.
Na tabela periódica, os valores de PF e de PE variam numa família, à esquerda da tabela, aumenta de baixo para cima e à direta da tabela, aumenta de cima para baixo. Nos períodos, aumenta das extremidades para o centro.
Na tabela periódica há elementos de diferentes estados físicos.
- fase gasosa: H, N, O, F, Cl, Ne, Ar, Kr, Xe, RN
- fase líquida: Hg e Br
- fase sólida: demais elementos
Imagine os elementos:
X = fase sólida
Y = fase líquida
Z = fase gasosa
Então, temos:
X com PF e PE maior que Y e Y com PF e PE maior que Z
O carbono (C) é uma exceção para esta regra. Possui PF igual a 3800°C.
O tungstênio (W) é o metal com maior PF, 3422°C, sendo utilizado em filamentos de lâmpadas incandescentes.

      Potencial de Ionização
É a energia mínima necessária para “arrancar” um elétron de um átomo isolado no seu estado gasoso.
O primeiro potencial de ionização é considerado o mais importante porque é a energia necessária para “arrancar” o primeiro elétron da camada mais externa do átomo.
De acordo com o SI (Sistema Internacional) deve-se ser expresso em Kj/mol.
O potencial de ionização é uma propriedade periódica, que na tabela periódica, se comporta exatamente ao contrário do raio atômico.
Quanto maior o raio atômico, menor a atração do núcleo com o seu elétron mais afastado. Então é mais fácil de “arrancar” o elétron. Consequentemente é menor a energia de ionização.
O potencial de ionização aumenta, nas famílias de baixo para cima e nos períodos da esquerda para a direita.

                 Eletronegatividade
É a tendência que um átomo tem de atrair elétrons. É muito característico dos não-metais. Linus Pauling, através de experimentos, tentou quantificar esta tendência e criou uma escala de eletronegatividade. Essa escala existe em muitas tabelas periódicas.
A eletronegatividade aumenta conforme o raio atômico diminui. Quanto maior o raio atômico, menor será a atração do núcleo pelos elétrons mais afastados e então, menor a eletronegatividade.
Na tabela periódica, os gases nobres não são considerados, já que não tem tendência a ganhar ou perder elétrons. Já estão estabilizados.
A eletronegatividade aumenta nas famílias, de baixo para cima e nos períodos da esquerda para a direita.
O elemento mais eletronegativo é o flúor (F), com valor de eletronegatividade 3,98.
Propriedades Periódicas dos Elementos


            Eletroafinidade ou Afinidade Eletrônica

É a quantidade de energia liberada quando um átomo isolado no seu estado fundamental (fase gasosa) recebe 1é.
Um átomo isolado no seu estado fundamental pode receber 1é, transformando-se em um ânion. Isso pode levar ao átomo um estado de maior estabilidade e então ocorre a liberação de energia.
A afinidade eletrônica aumenta conforme o raio atômico diminui. É importante para os não-metais. Os elementos mais eletroafins são os halogênios e o oxigênio.
A eletroafinidade, na tabela periódica, aumenta nas famílias de baixo para cima e nos períodos da esquerda para a direita.
Seus valores são dados em Kj/mol e são muito difíceis de serem medidos.
Propriedades Periódicas dos Elementos
      Eletropositividade
É a tendência que um átomo tem de perder elétrons. É muito característico dos metais. Pode ser também chamado de caráter metálico. É o inverso da eletronegatividade.
A eletropositividade aumenta conforme o raio atômico aumenta.
Quanto maior o raio atômico, menor será a atração do núcleo pelo elétron mais afastado, maior a facilidade do átomo em doar elétrons, então, maior será a eletropositividade.
Os gases nobres também não são considerados, por conta da sua estabilidade.
A eletropositividade aumenta nas famílias, de cima para baixo, e nos períodos, da direita para a esquerda.
O elemento mais eletropositivo é o frâncio (Fr), que possui eletronegatividade 0,70.
Propriedades Periódicas dos Elementos

           REATIVIDADE

A reatividade de um elemento químico está associada à sua maior ou menor facilidade em ganhar ou perder elétrons. Assim, os elementos mais reativos serão tantos os metais que perdem elétrons com maior facilidade, quanto os ametais que ganham elétrons com maior facilidade.
Propriedades Periódicas dos Elementos
Pela figura podemos observar que:
a) entre os metais, o mais reativo é o frâncio (Fr)
b) entre os ametais, o mais reativo é o flúor (F).

(Só química)



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15) (Cefet-PR) Um “hacker” de programas de computador está prestes a violar um arquivo importantíssimo de uma
grande multinacional de indústria química. Quando ele violar este arquivo, uma grande quantidade de
informações de interesse público poderá ser divulgada. Ao pressionar uma determinada tecla do computador,
aparece a figura a seguir e uma mensagem em forma de desafio:
“A senha é composta do símbolo de X, seguido do número de elétrons do seu átomo neutro, do símbolo de Y,
seguido do seu número atômico, e do símbolo de Z, seguido do seu número de prótons”.
Acontece que o hacker não entende nada de Química.
Será que você pode ajudá-lo?
Y
Z
X
A senha que o hacker deve digitar é:
a) Ca40C12F15.
b) Ca20C12F31.
c) Ca20C6F15.
d) Ca20C6F15.
e) Ca20C6P15.


Resposta alternativa E


Exercícios sobre Famílias da Tabela Periódica. Surpreenda-se

(PUC)
O bromato de potássio, produto de aplicação controvertida na fabricação de pães, apresenta elementos, na ordem indicada na fórmula, das famílias:
a) alcalino-terrosos, calcogênios, halogênios;
b) alcalinos, halogênios, calcogênios;
c) halogênios, calcogênios, alcalinos;
d) calcogênios, halogênios, alcalinos;
e) alcalino-terrosos, halogênios, calcogênios.

Resolução:
 

O bromato de potássio, de fórmula molecular KBrO3, é composto pelos elementos Potássio (K), Bromo (Br) e Oxigênio. Também conhecido como sal bromato, apresenta-se como um pó branco. Este sal tem seus componentes pertencentes às famílias dos metais alcalinos, halogênios e calcogênios, respectivamente.
A alternativa correta é  a letra B.

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                        Tabela Periódica

tabela periódica  é uma forma de organizar todos os elementos químicos conhecidos, levando em conta diversas de suas características.



Tabela periódica (clique na imagem para ampliar)


Histórico


Cada grupo recebeu o nome de tríade. A massa atômica de um elemento era aproximadamente a média aritmética dasmassas atômicas dos dois outros elementos.
Exemplo:
Li = 7u
Na = 23u
K = 39u
Em 1863, Chancourtois dispôs os elementos os elementos numa espiral traçada nas paredes de um cilindro, em ordem crescente de massas atômicas. Tal classificação recebeu o nome de parafuso telúrico.
Já, em 1864, Newlands dispôs os elementos em colunas verticais de sete elementos, em ordem crescente de massas atômicas, observando que de sete em set elementos havia repetição das propriedades, fato que recebeu o nome deLei das Oitavas.
Finalmente, em 1869, Mendeleev apresentou uma classificação, que é a base da classificação periódica moderna, colocando os elementos em ordem crescente de suas massas atômicas, distribuídos em oito faixas horizontais (períodos) e doze colunas verticais (famílias). Verificou que as propriedades variavam periodicamente à medida que aumentava a massa atômica.
Na tabela periódica moderna, os elementos são colocados em ordem crescente de número atômico.

Construção da Tabela Periódica



Os elementos são colocados em faixas horizontais (períodos) e faixas verticais (grupos ou famílias).
Em um grupo, os elementos têm propriedades semelhantes e, em um período, as propriedades são diferentes.
Na tabela há sete períodos.
Os grupos são numerados de 0 a 8. Com exceção dos grupos 0 e 8, cada grupo está subdividido em dois subgrupos, A e B. O grupo 8 é chamado de 8B e é constituído por três faixas verticais.
Modernamente, cada coluna é chamada de grupo. Há, portanto, 18 grupos numerados de 1 a 18.
Posição dos Elementos na Tabela Periódica

Elementos representativos ou típicos (o último elétron é colocado em subnível s ou p): grupos A. Estão nos extremos da tabela.
Elementos de transição (o último elétron é colocado em subnível d; apresentam subnível d incompleto): grupos 1B, 2B, 3B, 4B, 5B, 6B, 7B e 8B. Estão localizados no centro da tabela periódica.
Elementos de transição interna
 (o último elétron é colocado em subnível f; apresentam subnível f incompleto). Estão divididos em duas classes:
– Lantanídeos (metais terras raras): grupo 3B e 6º período. Elementos de Z = 57 a 71.
– Actinídeos: grupo 3B e 7º período. Elementos de Z = 89 a 103.
Gases nobres: grupo zero ou 8A ou 18.
Os grupos mais conhecidos são:
Relação entre configuração eletrônica e a posição do elemento na tabela

Período:
Um elemento com x camadas eletrônicas está no período x.
Exemplo: P (Z = 15) K = 2 ; L = 8 ; M = 5
P (fósforo) está no 3º período.
Grupo:
a) Elementos representativos (grupos A) e 1B e 2B. O número de elétrons na camada de valência é o número do grupo.
Exemplo: P (Z =15) → K = 2 ; L = 8 ; M = 5
O fósforo está no grupo 5A.
b) Elementos de transição: a soma do número de elétrons dos subníveis s e d mais externos é o número do grupo. Exemplo: V (Z = 23)
1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d3
Soma s + d = 2 + 3 = 5 → grupo 5B.

Ilustrativo para melhor memorizacao dos elementos.


Informacoes e imagens tiradas do site InfoEscola e última imagem tirada do google.

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Distribuição eletrônica

                                                  Distribuição eletrônica

Camadas Eletrônicas ou Níveis de Energia
coroa ou eletrosfera está dividida em 7 camadas designadas por K, L, M, N, O, P, Q ou pelos números: n = 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7.

O número de camada é chamado número quântico principal (n).
Número máximo de elétrons em cada nível de energia:
1. Teórico:
Equação de Rydberg: x = 2n2
KLMNOPQ
281832507298
2. Experimental:
O elemento de número atômico 112 apresenta o seguinte número de elétrons nas camadas energéticas:
KLMNOPQ
28183232182
Camada de valência é a camada mais externa do átomo e pode contar no máximo 8 elétrons
Subcamadas ou Subníveis de Energia
Uma camada de número n será subdividida em n subníveis:
s, p, d, f, g, h, i…
Nos átomos dos elementos conhecidos, os subníveis teóricos g, h, i… estão vazios.
Número máximo de elétrons em cada subnível experimental:
s     p     d     f
2     6     10     14
Distribuição dos elétrons nos subníveis (configuração eletrônica)
Os subníveis são preenchidos em ordem crescente de energia (ordem energética). Linus Pauling descobriu que a energia dos subníveis cresce na ordem:
1s 2s 2p 3s 3p 4s 3d 4p 5s 4d 5p 6s 4f 5d 6p 7s 5f 6d…
É nessa ordem que os subníveis são preenchidos. Para obter essa ordem basta seguir as diagonais no Diagrama de Pauling abaixo:

Seqüência de preenchimento de orbitais
Deve-se observar a ordem energética dos subníveis de energia, que infelizmente não é igual à ordem geométrica. Isso porque subníveis de níveis superiores podem ter menor energia total do que subníveis inferiores. A energia de um subnível é proporcional à soma (n + l) de seus respectivos números quânticos principal (n) e secundário (l).
O número quântico azimutal ou secundário, representado pela letra l, especifica a subcamada e, assim, a forma do orbital. Pode assumir os valores 0, 1, 2 e 3, correspondentes às subcamadas s, p, d, f.
Método analítico para ordenação dos subníveis:
Exemplos
1)
3d          4s
n = 3          n = 4
l = 2          l = 0
n + l = 5          n + l = 4
3d é mais energético que 4s
2)
3d          4p
n = 3          n = 4
l = 2          l = 1
n + l = 5          n + l = 5
Quando os subníveis apresentarem a mesma soma, o mais afastado ou de maior nível energético terá maior energia.
Ordem geométrica é a ordenação crescente de níveis energéticos.
Exemplo: 1s 2s 2p 3s 3p 3d 4s 4p 4d 4f 5s 5p 5d 5f 6s 6p…
Camada de Valência é o último nível de uma distribuição eletrônica, normalmente os elétrons pertencentes à camada de valência, são os que participam de alguma ligação química.
Exemplo: Arsênio (As): Z = 33
- Ordem energética (ordem de preenchimento): 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d10 4p3
- Ordem geométrica (ordem de camada): 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 3d10 4s2 4p3
Camadas Energéticas: K = 2; L = 8; M = 18; N = 5
A camada de valência do As é a camada N, pois é o último nível que contém elétrons.
Distribuição Eletrônica em Íons
Átomo: nº de prótons = nº de elétrons
Íon: nº de prótons (p) ≠ nº de elétrons
Íon positivo (cátion): nº de p > nº de elétrons
Íon negativo (ânion): nº de p < nº de elétrons
Distribuição Eletrônica em Cátion
Retirar os elétrons mais externos do átomo correspondente. Exemplo:
Ferro (Fe) Z = 26 → 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d6 (estado fundamental = neutro)
Fe2+ → 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 3d6 (estado iônico)
Distribuição Eletrônica em Ânion
Colocar os elétrons no subnível incompleto. Exemplo:
Oxigênio (O) Z = 8 → 1s2 2s2 2p4 (estado fundamental = neutro)
O2- → 1s2 2s2 2p6



(Infoescola)

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TESTES DE VESTIBULARES( MODELOS ATÔMICOS)

01. PUC-RS
O átomo, na visão de Thomson, é constituído de:
a) níveis e subníveis de energia.
b) cargas positivas e negativas.
c) núcleo e eletrosfera.
d) grandes espaços vazios.
e) orbitais.

COMENTÁRIO: Resposta  B
O átomo possui cargas (prótons e elétrons)

02. UFMG
Os diversos modelos para o átomo diferem quanto às 
suas potencialidades para explicar fenômenos e resultados experimentais.
Em todas as alternativas, o modelo atômico está corretamente associado a um resultado experimental que 
ele pode explicar, exceto em:
a) O modelo de Rutherford explica por que algumas 
partículas alfa não conseguem atravessar uma 
lâmina metálica fina e sofrem fortes desvios.
b) O modelo de Thomson explica por que a dissolução 
de cloreto de sódio em água produz uma solução 
que conduz eletricidade.
c) O modelo de Dalton explica por que um gás, submetido a uma grande diferença de potencial elétrico, 
se torna condutor de eletricidade.
d) O modelo de Dalton explica por que a proporção em 
massa dos elementos de um composto é definida

COMENTÁRIO: Resposta C
O modelo de Dalton não relaciona o átomo com a carga 
elétrica.

03. UFSC
Na famosa experiência de Rutherford, no início do século XX, com a lâmina de ouro, assinale a(s) alternativa(s) 
que contém o(s) fato(s) que (isoladamente ou em 
conjunto) indicava(m) que o átomo possuía um núcleo 
pequeno e positivo. 
01. As partículas alfa teriam cargas negativas.
02. Ao atravessar a lâmina, uma maioria de partículas 
alfa sofreria desvio de sua trajetória.
04. Um grande número de partículas alfa não atravessaria a lâmina.
08. Um pequeno número de partículas alfa atravessando a lâmina sofreria desvio de sua trajetória.
16. A maioria das partículas alfa atravessaria os átomos 
da lâmina sem sofrer desvio de sua trajetória.

COMENTÁRIO: 
01. Falso. A partícula alfa possui carga positiva.
02.  Falso. Uma pequena quantidade sofre desvio de 
 trajetória.
04. Falso. O átomo é uma esfera oca.
08.  Verdadeiro
16. Verdadeiro
FONTE:http://www.gilvan.pro.br/atividades1.pdf

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Modelo Atômico de Rutheford-Bohr

Modelo Atômico de Rutheford-Bohr


Niels Bohr prospôs seu modelo atômico inicialmente para o átomo de hidrogênio, e por esse trabalho, recebeu o prêmio nobel em 1922.

O cientista dinamarquês, especializado em Física, Niels Bohr, realizou algumas observações referentes ao estudo a luz e, baseado em suas conclusões, e ele pôde aprimorar o modelo de Rutheford.

O modelo atômico de Rutheford-Bohr fico assim conhecido pporque Bohr manteve as principais características, porém acrescentou mais informações ao estudo dos elétrons que ficavam ao redor do núcleo.

Segundo Bohr, os elétrons só podem permanecer em determinadas órbitas que possuem deterninados estados de energia fixo, constante; pois os elétrons recebem e emitem o que Max Planck chamou de quanta, ou seja, pacote discretos de energia. Isso significa que cada órbita do átomo contém uma determinada quantidade de energia, só o elétron que possui aquela quantidade de energia e que pode permanecer ali. Quanto mais próximo do núcleo, menor será essa energia.

O estado de menor energia em que o elétron se encontra é denominado de estado fundamental. Esse elétron só poderá passar para um estado de maior energia, ou seja, para uma órbita mais externa ao núcleo, se ele receber uma quantidade necessária de energia. Se isso acontecer ele estará em seu estado excitado, que é muito mais instável.


Quando esse elétron retorna ao seu estado mais estável, que é o fundamental, ele emite certa quantidade de energia radiante, que pode ser vista na forma de luz.


Essas órbitas permitidas para os elétrons foram denominadas de, níveis ou camadas de energética ou eletrônicas e foram definidas como sendo no máximo sete, que podem também ser representadas, respectivamente, do mais interno para o mais externo, pelas letras: K,L,M,N,O,P e Q.


Cada elemento apresenta diferente valores de energia para suas camadas de energia, é por isso que cada elemento possui um espectro diferente de cor na liberação de radiação eletromagnética em forma de luz visível.

por Jennifer Rocha

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Teoria dos Modelos Atômicos



                                                      MODELOS ATÔMICOS

Durante muito tempo, a constituição da matéria gerava curiosidade no homem. Desde a Antiguidade, filósofos tentavam descobrir como a matéria é formada.
Dois filósofos gregos, Demócrito e Leucipo, sugeriram que toda a matéria era formada por pequenos corpos indivisíveis. Chamaram estes corpos de átomo, que em grego a significa não e tomos significa divisível.

                                                               Demócrito, pai da atomística


    Então, átomo era a última partícula que podia dividida.
Nos anos 500 e 1500 da era cristã, surgiram entre os árabes e europeus, os alquimistas. Seus trabalhos eram obter o elixir da longa vida, para que o ser humano se tornasse imortal. Era a pedra filosofal, capaz de tornar qualquer metal em ouro.
                       
                 
O que é Modelo Atômico?
Os modelos atômicos são teoria baseadas na experimentação feita por cientistas para explicar como é o átomo.
Os modelos não existem na natureza. São apenas explicações para mostrar o porquê de um fenômeno. Muitos cientistas desenvolveram suas teorias. Com o passar dos tempos, os modelos foram evoluindo até chegar ao modelo atual.


                                        
                                                              MODELO DE DALTON

 O átomo de John Dalton era uma bolinha maciça e indivisível.
Para ele, a matéria era formada por partículas que não podiam ser divididas chamadas de átomos. Seu trabalho era baseado nas Leis Ponderais de Proust e Lavoisier.


                              
Dalton utilizava círculos de mesmo diâmetro com inscrições para representar os átomos dos diferentes elementos químicos. Assim, ele estabeleceu os postulados a seguir:
I) Todas as substâncias são constituídas de minúsculas partículas, denominadas átomos, que não podem ser criados e nem destruídos. Nas substâncias, eles se encontram unidos por forças de atração mútua.

II) Cada substância é constituída de um único tipo de átomo. Substância simples ou elementos são formados de “átomos simples”, que são indivisíveis. Substâncias compostas são formadas por “átomos compostos”, capazes de se decompor, durante as reações químicas em “átomos simples”.
III) Todos os átomos de uma mesma substância são idênticos na forma, no tamanho, na massa e nas demais propriedades; átomos de substâncias diferentes possuem forma, tamanho, massa propriedades diferentes. A massa de um ”átomo composto” é igual à soma das massas de todos os “átomos simples” componentes.
IV) Os “átomos compostos” são formados por um pequeno número de “átomos simples”.


                            
                                       MODELO DE THOMPSON

Em 1903, o físico Joseph John Thomson propôs um novo modelo atômico, baseado nas experiências dos raios catódicos, o qual chamou de elétrons.
Para Thomson, o átomo era uma esfera de carga elétrica positiva “recheada” de elétrons de carga negativa. Esse modelo ficou conhecido como “pudim de passas”. Este modelo derruba a idéia de que o átomo é indivisível e introduz a natureza elétrica da matéria.

                                                                                                               
                                                                                                                         Fonte www.portaltosabendo.com.br


 O modelo de Thomson explica alguns fenômenos como a corrente elétrica, eletrização por atrito, formação de íons e as descargas elétricas em gases.

                                                



                                                     
                                                MODELO DE RUTHERFORD


Em 1911, o neozelandês Ernest Rutherford realizou uma importante experiência.


         
Ele pegou um pedaço do metal polônio (Po) que emite partículas alfa (α) e colocou em uma caixa de chumbo com um pequeno orifício. As partículas alfa atravessavam outras placas de chumbo através de orifícios no seu centro. Depois atravessavam um lâmina muito fina (10-4mm) de ouro (Au).
Rutherford adaptou um anteparo móvel com sulfeto de zinco (fluorescente) para registrar o caminho percorrido pelas partículas.
O físico observou que a maioria das partículas alfa atravessava a lâmina de ouro e apenas algumas desviavam até mesmo retrocediam.

A partir destes resultados, concluiu que o átomo não era uma esfera positiva com elétrons mergulhados nesta esfera. Concluiu que:
- o átomo é um enorme vazio;
- o átomo tem um núcleo muito pequeno;
- o átomo tem núcleo positivo (+), já que partículas alfa desviavam algumas vezes;
- os elétrons estão ao redor do núcleo (na eletrosfera) para equilibrar as cargas positivas.
O modelo atômico de Rutherford sugeriu então, um átomo com órbitas circulares dos elétrons em volta do núcleo. Comparou o átomo com o Sistema Solar, onde os elétrons seriam os planetas e o núcleo seria o Sol.
Hoje, sabe-se que o átomo é 10.000 a 100.000 vezes maior que seu núcleo. Numa escala macroscópica, pode-se comparar um átomo com um estádio de futebol.  Se o átomo fosse o estádio do Maracanã, o seu núcleo seria uma formiga no centro do campo. Então o átomo é enorme em relação ao seu núcleo.
Porém, o átomo de Rutherford tem algumas falhas. Se o núcleo atômico é formado por partículas positivas, por que essas partículas não se repelem e o núcleo não desmorona? Se as partículas são de cargas opostas, por que elas não se atraem? Os elétrons iriam perder energia gradualmente percorrendo uma espiral em direção ao núcleo, e à medida que isso acontecesse, emitiriam energia na forma de luz. Mas como os elétrons ficam em movimento ao redor do núcleo sem que os átomos entrem em colapso?
Estas questões foram respondidas em 1932 por James Chadwick. Ele observou que o núcleo do berílio (Be) radioativo emitia partículas sem carga elétrica e com massa igual à dos prótons (+). Chamou esta partícula de nêutrons. Surgia então, a terceira partícula subatômica.
Agora sabemos que no núcleo do átomo há prótons e nêutrons e na eletrosfera há elétrons.


Então estabeleceu-se esta relação:
PARTÍCULA
MASSA
CARGA ELÉTRICA
p
1
+1
n
1
0
é
1/1836
-1

Na tabela acima, pode-se verificar que o elétron é 1.836 vezes menor que a massa de um próton.


                                                             MODELO DE BOHR



O modelo do físico dinamarquês Niels Bohr tentava dar continuidade ao trabalho feito por Rutherford. Para explicar os erros do modelo anterior, Bohr sugeriu que o átomo possui energia quantizada. Cada elétron só pode ter determinada quantidade de energia, por isso ele é quantizada.


O modelo de Bohr representa os níveis de energia. Cada elétron possui a sua energia. É comparado às orbitas dos planetas do Sistema Solar, onde cada elétron possui a sua própria órbita e com quantidades de energia já determinadas.
As leis da física clássica não se enquadram neste modelo. Quando um elétron salta de um nível menor para um nível mais elevado, ele absorve energia e quando ele retorna para um nível menor, o elétron emite uma radiação em forma de luz.
Bohr organizou os elétrons em camadas ou níveis de energia.
Cada camada possui um nome e deve ter um número máximo de elétron.
Existem sete camadas ou níveis de energia ao redor do núcleo: K, L, M, N, O, P, Q.
Observe a tabela que mostra o nome das camadas, o seu número quântico e o número máximo de elétrons em cada uma destas camadas:


N° QUÂNTICO
N ° MÁXIMO DE é
K
1
2
L
2
8
M
3
18
N
4
32
O
5
32
P
6
18
Q
7
2

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