Modelo Atômico de Thomson

                                               


   Já no século VI a.C., o filósofo grego Tales de Mileto havia percebido que, atritando um bastão de resina chamada âmbar com um tecido ou pele de animal, o âmbar passava a atrair objetos leves, como folhas secas, fragmentos de palha etc. Daí surgiu o termo eletricidade, derivado de elektron, palavra grega que significa âmbar.
  Uma explicação razoável para os fenômenos é de que toda matéria, no estado normal, contém partículas elétricas que se neutralizam mutualmente; quando ocorre atrito, algumas dessas partículas tendem a migrar de um corpo para outro, tornando-os eletrizados.
  Outra série de observações e experiências que abriu novos caminhos para o esclarecimento da estrutura atômica foi o estudo das descargas alétricas em gases. O exemplo mais comum deses fenômenos são os raios que ''saltam'' na atmosfera durante as tempestades. Em 1854 Heinrich Geissler desenvolveu um tubo de descarga constituído de um vidro largo, fechado e com eletrodos circulares em suas extremidades. Geissler notou que, quando produzia uma descarga elétrica no interior do tubo de vidro, com gás sob baixa pressão, a descarga deixava de ser barulhenta, e aparecia no tubo uma luz cuja cor dependia do gás, de sua pressão e da voltagem aplicada. É isso que acontece nos tubos luminosos de néon e nas lâmpadas fluorescentes atuais.
  Em 1875, William Crookes colocou gases muito rarefeitos (isto é, em pressões baixíssimas) em ampolas de vidro. Submetendo esses gases a voltagens elevadíssimas, apareceram emissões que foram denominadas raios catódicos. Quando submetidos a um campo elétrico uniforme e externo, gerado por duas placas planas paralelas e carregadas, esses raios sempre se desviam na direção e no sentido da placa que está carregada positivamente, o que prova qu os raios catódicos são negativos.
  Outro dado muito importante é que esse desvio ocorre sempre do mesmo modo, qualquer que seja o gás no interior da ampola. Esses fatos levaram os cientistas a imaginar que os raios catódigos seriam formados por pequenas particulas negativas, e que essas particulas existem em toda e quaquer materia. Essas particulas foram denominadas elétrons. Surge assim, pela primeira vez na historia, a ideia da existência de uma partícula subatômica (isto é, menor do que o átomo), Contrariando Dalton, começava-se a aprovar que o átomo pode ser dividido. Da ampola de Crookes derivam os aparelhos de raios X eos televisores modernos.
  Uma complementação as experiências de Crookes foi feita em 1886 por Eugen Geoldsten, que modificou a ampola de Crookes e descobriu os chamados raios anóticos ou canais, Esses raios são formados pelos "restos" dos átomos do gás, que sobram após terem seus eletróns arrancados pela descarga elétricas. Por terem perdido életrons (cargas negativas), as partículas que formam os raios anóticos são positivas, o que pode ser demonstrado pelo desvio dessas partículas em presença de um campo eletrico de um magnético.
  Em particular, quando o gás presente na ampola de Goldstein é o hidrogênio (capaz, portanto, de tornar o átomo de hidrogênio eletricamente neutro).
Para explicar os fenômenos anteriores, Joseph John Thomsom propôs, em 1903, o novo modelo de átomo, formado por uma "pasta" postivo "recheada" pelos elétrons de carga negativa, o que garantia  a neutralidade elétrica do modelo atômico (esse modelo ficou conhecido como "pudim de passas"). Começava-se então a admitir oficialmente a divisibilidade do átomo e a reconhecer a natureza elétrica da matéria.
  O modelo atômico de Thomson explicava satisfatoriamente os seguintes fenômenos:
 * eletrização por atrito, entendendo-se que o atrito separava cargas elétricas (parte das positivas em um corpo e igual parte das negativas em outro, como no caso do bastão atritado com tecido);
 * corrente elétrica, vista como um fluxo de elétrons;
 * formação de íons negativos ou positivos, conforme tivessem, respectivamente, excesso ou falta de elétrons;
 *descargas elétricas em gases, quando os elétrons são arrancados de seus átomos (como na ampola de Crookes).




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